sábado, 8 de maio de 2010

Urna Duvidosa.

Não me faltaria assunto se eu quisesse falar sobre as tragédias que as chuvas causaram no estado do Rio de Janeiro nesta semana.

Muitos culparam a própria população prejudicada, que jogam lixo nas ruas e constroem casas nas encostas dos morros; outros, os governantes que fazem pouco caso disso tudo, muitas vezes tapando o sol com a peneira, entre outros culpados. Mas não. Chega de notícias tristes. Será que chega mesmo?

Isso tudo me fez lembrar de outra desgraça que está por vir: as eleições para presidente. Não pelo fato daquele ritual e da obrigação de ter que ir votar, mas pelo simples fato da falta de opção que teremos. Assustei-me quando parei para pensar nisso. Procurei em vários meios de comunicação as alternativa que teremos apostas às esperanças de um Brasil melhor, e quase cai duro para trás. Simplesmente, não há opções agradáveis. Já viram os candidatos de maior expressão? Não? Então não faça isso agora, caso contrário, ficará como fiquei, como um peru perto do Natal, sofrendo de véspera.

Cabe uma dúvida: Dizem que o povo não sabe votar, mas o que fazer num caso desse?



Por Leo Nunes - 08.04.10

Inverdade.

Peguei o celular. Sei que não se pode fazer isso ao dirigir, mas era necessário. Se não fizesse isso naquele momento, sei que ficaria mofando até meu filho se arrumar. Liguei para ele informando que estava saindo do trabalho e que passaria dentro de vinte minutos para buscá-lo para írmos à casa da avó dele.

Eu já estava num engarrafamento terrível, um calor de 39 graus, suando igual a um gambá - nem sei se esse bicho sua, sei que fede à beça -, fora a dor de cabeça causada pela labutação desse dia. Ele atendeu chorando. Bateu a preocupação.

- O que houve, rapaz? - perguntei acelerando um pouco mais o carro.

- Machuquei o dedo do meu pé brincando, pai! - respondeu-o com uma voz mais chorosa ainda.

- Mas como foi isso, meu filho? Aguarde que o pai já está chegando!

Devido à nervosidade, não me recordo bem o que aconteceu no caminho, só sei que o que seriam vinte minutos, foi reduzido a oito. Chegando à rua da casa dele, vi-o, de longe, brincando normalmente, como se nada tivesse acontecido. Fui me aproximando, parei o carro, pus a cabeça para fora da janela e perguntei a ele:

- Menino, você não está machucado?

Ele virou pra mim com um sorriso irônico e debochado dizendo-me:

- Primeiro de abril, papai.



Por Leo Nunes - 01.04.10

Apagaram-me.

No último sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30, houve uma campanha mundial para que se apagassem as luzes das residências entre outras. Seria uma forma de combater as causas do aquecimento global.

Antecipei umas coisas que tinha para fazer no computador, arrumei o quarto que estava precisando, tomei logo um banho e me deitei antes do horário do evento. Novela não vejo mesmo, só às vezes. Após ela, passaria um filme interessante, e me preparei para assisti-lo.

20h29, apaguei as luzes. Veio um soninho daqueles, mas não dormi. Aproveitei para pensar nos momentos ocorridos na semana. Uma retrospectiva.

Passados sessentas minutos, levantei-me e preparei tudo para ver o tal filme. Liguei o interruptor da lâmpada do quarto e nada. No escuro, fui lentamente à sala, e fiz o mesmo. E mais uma vez, nada.

- Ué? O que aconteceu? - pensei.

Depois de várias tentativas, restou-me olhar pela janela. Nenhum vizinho tinha luz elétrica em seus lares naquele momento. A rua estava completamente um bréu. Nem a lua apareceu para clarear aquela escuridão. Ouvi bem longe um senhor que mora três casas após a minha gritar:

- Ninguém aguenta mais essa companhia de energia elétrica!!

Resumindo a história, a gente se esforça, se prepara para ajudar esses movimentos a favor do meio ambiente, e só nos ferramos.

A luz só voltou por volta das 4h da manhã. E nem mencionei o calor que fez naquela noite...Já viu como foi para dormir, né?



Por Leo Nunes - 29.03.10