Não se tem muito que falar quando se trata desses absurdos que só acontecem aqui.
Há épocas, que me sinto mais patriota, mais esperançoso, mais disposto a lutar pela ordem e pelo progresso que estampa tão bem a nossa bandeira, mas esses banhos de águas frias nos remetem à indignação.
Eu tenho certeza que uma pessoa digna (falo pelas que conheço, e não são poucas), se tivesse a oportunidade de aumentar seu próprio salário, não faria um disparate como esse. É preciso muita cara de pau e certeza de que nada poderá impedir tal imoralidade, e isso eles têm.
Cadê o poder que emana do povo? Puro pedantismo. Estamos, realmente, de mãos atadas.
E prepare-se: Imposto de Renda vem aí de novo...
Feliz 2011...para alguns!
"Parlamentares se dão aumento de 62% e vão ganhar R$ 27 mil (Fonte: www.destak.com.br / Publicado em 16/12/2010)
Reajuste valerá para presidente e ministros; salário é o mesmo pago aos juízes do STF
Nos últimos dias da atual legislatura, o Congresso aprovou ontem aumento de salário que vale para deputados, senadores, presidente da República, vice e ministros.
O projeto leva os salários dos ocupantes de todos esses cargos para R$ 26.723,13, igualando-os ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A remuneração dos membros do STF serve como teto do funcionalismo público.
Regime de urgência
O salário dos deputados e senadores, que hoje é de R$ 16,5 mil, terá aumento de 61,83%. No caso da Presidência da República, o reajuste será de 133,96%; os ministros e o vice vão ganhar 148,63% a mais. Os novos salários entram em vigor em fevereiro.
O projeto foi discutido em tempo recorde. Apresentado à Mesa da Câmara dos Deputados enquanto a sessão já corria, recebeu tratamento especial (tramitação em regime de urgência), acatado por 279 votos favoráveis, 35 contrários e 3 abstenções.
Em seguida, bastou uma votação simbólica (sem que os votos sejam registrados no painel eletrônico) para que fosse aprovada e encaminhada ao Senado. Apenas o PSOL foi contra o aumento.
No Senado, a proposta teve votação-relâmpago. Só Marina Silva (PV) e Álvaro Dias (PSDB) se opuseram. "
Por Leo Nunes - 21.12.10