quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ao Volante IV: "Aiports"???

Como eu queria ter passado por esse lugar nessa quarta-feira... Enfrentava mais esse engarrafamento para poder presenciar o exposto na foto. De qualquer forma, vale o registro como comentário.
Foto: Márcio Luiz Rosa - Jornal Extra
O mico da semana no trânsito da cidade do Rio de Janeiro veio da própria prefeitura. Na verdade, o vacilo foi duplo: primeiro que o caminho indicado pela placa só leva ao Aeroporto Santos Dumont, o que não justifica o plural, pois o Tom Jobim, o segundo, localizado na Ilha do Governador, não tem nada a ver com o trajeto. E o "prato principal" da anedota é o equívoco na tradução para o inglês, "Aiports". 

Falta grave! Acredito que o Prefeito não deve ter gostado nada disso. Será que a empresa responsável continuará nessa empreitada depois dessa? 

Inclusive, um problema maior que as inexatidões ortográficas nas placas é a falta delas espalhadas pela cidade. Isso trará muita complicação nesses eventos de grande porte para quem não conhece a Cidade Maravilhosa. Diga-se de passagem, isso já vem acontecendo, mas isso é um outro assunto.

A reportagem do Jornal Extra detalha melhor o assunto abordado, e nos serviu de base para esse texto.




Por Leo Nunes.



domingo, 26 de maio de 2013

Ao Volante III - Posto de Saúde ou de Lixo?

Enfrentar um engarrafamento logo cedo não é nada contagiante. Ainda mais quando se depara com uma cena dessa:



Esse local atrás dessa montanha de lixo, nada mais é do que um posto de SAÚDE. Isso mesmo, um posto de SAÚDE. Pergunto-me: como se pode ter saúde num ambiente desse?

E digo mais, não foi a primeira vez que vi esse absurdo nesse mesmo lugar, mas dessa vez, tive que dar um jeito de fotografar. 

Por que cada morador não armazena seu próprio lixo em suas casas até o dia da coleta em vez de jogar num ponto em comum? Pior ainda quando esse local se trata de um espaço destinado a cuidar da saúde da população, e a própria deposita sujeira, inadequadamente, junto ao seu muro.

Precisamos acordar, meu povo! Não adianta reclamar, pedir, pleitear, exigir melhorias das autoridades competentes se não fizermos a nossa parte. Isso não é nenhuma novidade pra ninguém.

Enfim, vida que segue.



Por Leo Nunes.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ao Volante II - Mãe é Mãe.

Mãe é mãe. Sejam as racionais ou as irracionais - estas, do reino animal. Apesar de que, não acredito que exista irracionalidade nem mesmo entre as mães do mundo animal, haja vista o episodio que presenciei, porém não consegui registrar por inteiro.


Eis na foto, um pequeno cavalinho que se alimentava à beira de uma rua, na Barra da Tijuca, posto numa curva. Não consegui fotografar uma égua que estava quase ao meio fio, próximo a ele, sua mãe.

A curva era bem acentuada, e parece que a mãe percebeu isso. Logo, ficou exatamente entre os carros e o filhote, fazendo a sua proteção, enquanto ele comia o capim sem nenhuma preocupação. Para ela, poderia acontecer o que fosse, que nada incomodaria a refeição da sua cria. É como se seu corpo fosse uma superbarreira, um escudo que o defenderia de qualquer carro desgovernado naquela pista.

Para o instinto de mãe, não há lugar, hora, dia, elas são sempre protetoras, carinhosas, belas, heroínas, e outras dezenas de predicativos. 

Foi uma cena bem bacana, e justo na semana do dia delas, apesar que todo dia é dia das mães, como a nossa personagem de hoje, preservando o filhote de maneira bem "racional".

Mãe é mãe.



Por Leo Nunes.




segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ao Volante I - Cachorrada!

Semana passada, presenciei uma cena que me arremessou ao passado. Tem coisas que aconteceram na infância que nunca esqueci. Por outro lado, não lembro o que jantei ontem. Mas vida que segue.

Certa vez, no túnel do tempo, estava caminhando, junto com colegas de classe, para o ponto de ônibus. Era início do ginásio - hoje, ensino fundamental -, quinta ou sexta série, não me recordo bem. Estávamos saindo de mais um dia de aula. Virando a esquina da rua da escola, deparei-me com uma coisa que me imobilizou na hora: dois cachorros, ou melhor, um cachorro e uma cadela grudados um ao outro. Ele por cima, ela imóvel por baixo. Pessoas assistiam como se fosse um ringue, ou uma briga de galo, sei lá, algo do gênero. O movimento do cão parecia a velocidade cinco, conforme o funk menciona. Ela continuava na dela, e o povo vibrava esperando o final. Pronto! Acabou! E eu me perguntei:

- E agora? O que acontece?

Pra mim, aconteceu o inesperado. Na verdade, eu não sabia o que esperar daquilo. Os cachorros ficaram grudados. Os animais ficaram unidos, graças ao pinto do bicho ter inchado. Mas também, com aquele movimento todo, com aquela empolgação, dificilmente o efeito seria outro.

Depois de um tempo, o mais surpreendente: incomodado com a posição, o macho virou a perna por cima dela, e eles ficaram bunda com bunda, cada qual com a cabeça em uma direção, uma para o norte, outra para o sul, porém ainda grudados. Sei que é difícil de imaginar o que narrei agora, mas foi exatamente assim. Quem já viu, sabe o que estou falando. Aquilo foi o ápice pra mim. Parecia um monstro de duas cabeças, algo que me impressionou muito. Fiquei chocado. Nesse período, já tinha perdido dois ônibus, segundo o comentário de um dos colegas presentes. Eles pulavam mais do que se o Flamengo tivesse feito um gol numa final contra o Vasco - que cá pra nós, isso é bem comum, né? 

O espetáculo ocorreu em frente a um açougue, e logo o dono do estabelecimento veio com um balde cheio d'água fria e jogou no casal libidinoso. Fim do ato. Cada um correu para um lado da rua, enquanto o público aplaudia imoderadamente. Em seguida, o terceiro ônibus veio, e nele embarquei rumo ao lar.

Depois disso, vi mais algumas "cachorradas" dessas, mas não foram muitas. E de um bom tempo pra cá, nunca mais, até me deparar com uma cadelinha no cio e, obviamente, vários cães tarados atrás da pobrezinha - ou felizarda, depende do ponto de vista.




Não consegui fotografar todos, dois retardatários ficaram fora da imagem. Não tinha como deixar de registrar tal episódio. Ainda bem que ficar parado no engarrafamento serve para algo. Será que ficaram grudados? O que deu pra notar é que não tinha nenhum açougue por perto, para infelicidade da cadelinha.



Por Leo Nunes.